FMFi - Fórum de Mulheres no Fisco

FMFi - Fórum de Mulheres no Fisco
Em busca da equidade

sexta-feira, 10 de julho de 2015

MEETIDOS - Livro aborda Performances e Identidades Homossexuais de Gays e Lésbicas

O olhar analítico do pesquisador Mário Fellipe vai buscar os trânsitos que marcam no circuito de diversão da cidade de Fortaleza, outro circuito de diversão de homens gays, no qual vai eleger um desses espaços, caracterizado por ser localizado no centro de uma região de restaurantes e bares sofisticados, que se tornou referência de homossexuais, gays e lésbicas, considerados mais “discretos” e chiques, articulando vários autores para dar conta de um processo nada convencional, que perfaz espacialidade em territórios, sujeitos em práticas identitárias, corpos móveis, que rompem impedimentos ao criarem espaços próprios de vivências de prazer e de diversão, mas que também constroem  regulamentos de conduta, práticas e técnicas, lugares, posições e aparatos que constituem regimes de subjetivação e de gerência de práticas.”


Do prefácio de Maria Dolores de Brito Mota
MEETIDOS – o Livro
Livro terá lançamento dia 31 de Julho de 2015, às 18h, no Auditório do Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.
Leia e conheço um pouco do autor e obra: O monta/desmonta de corpos, performances e identidades gays na boate MEET – MUSIC & LOUNGE

ORELHA do livro

Ensaiando uma abordagem etnográfica dos modos de interação de homens gays no espaço de uma boate em Fortaleza, voltada a estratos sociais mais abastados e situada numa área nobre da cidade, o presente trabalho desvela sistemas de classificação e distinção operados pelos sujeitos naquele território. Tomando como aposta analítica a profunda relação entre espaço(s) e subjetividade(s), o autor pretende cartografar identidades sociais e sexuais, performances de gênero e estratégias de interação que são mobilizadas a partir de uma ideia de pertença ao espaço da boate.  Destacam-se entre essas estratégias, a fabricação de corpos “sarados”, a montagem de vestuário que expresse símbolos de status, modelos de masculinidade negociados na curtição da festa e na paquera e a inserção em redes de relacionamentos que agreguem prestígio intragrupal. Ao propor um olhar sobre práticas de lazer/prazer do “circuito gls” na metrópole cearense, o livro se configura como uma importante contribuição para a compreensão de nossa paisagem urbana e de nossa história presente.

Cristian S. Paiva.
Coordenador do Núcleo de Pesquisas sobre Sexualidade, Gênero e Subjetividade (NUSS) e Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFC.

O AUTOR
Mário Fellipe Fernandes Vieira Vasconcelos é pós-graduando pelo Mestrado em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) com bolsa CNPQ. Graduou-se em Design de Moda pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e em História pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Desenvolve estudos na área de Corpo, Gênero e Identidade. Tem experiência na área de Sociologia da Moda, História Cultural e Design. 



 

PREFÁCIO


[...] há impossibilidade de ser além do que se é - no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio, sou mais do que eu, quase normalmente tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação de meu começo... a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais... (Clarice Lispector)
  
Este livro nos fala de quanto somos incertos, inacabados e desejantes.  Mário Fellipe, percorre cenários noturnos da cidade de Fortaleza, onde sujeitos se arriscam em caminhos para e por lugares em que encontram olhares, performances, imagens, sensações, sons, sabores, movimentos, afetos vivenciando processos de subjetivação que, ao tempo em que acionam identificações e desenham identidades, os colocam os em uma permanente instabilidade criativa, de produção de corpos e de discursos que possibilitam à experiência de um si e a diversidade de devir.
Assim, o autor vai buscar os trânsitos que marcam no circuito de diversão da cidade de Fortaleza,  outro circuito de diversão de  homens gays, no qual vai eleger um desses espaços, caracterizado por ser localizado no centro de uma região de restaurantes e bares sofisticados, que se tornou referência de homossexuais, gays e lésbicas,  considerados mais “discretos” e chiques.  Uma boate, um território que não se restringe apenas ao espaço construído, aquele que fica no interior das paredes, mas que começa na fila que se forma para entrar e segue por outros lugares em festas itinerantes, que formam as primeiras vivências desse grupo que acabou por construir um espaço fixo, um ponto de convergência e de experimentações.
Articulando vários autores para dar conta de um processo nada convencional, que perfaz espacialidade em territórios, sujeitos em práticas identitárias, corpos móveis, que  rompem impedimentos ao criarem espaços próprios de vivências de prazer e de diversão, mas que também constroem  regulamentos de conduta, práticas e técnicas, lugares, posições e aparatos que constituem regimes de subjetivação e de gerência de práticas.
Entre a história, a sociologia e a moda, o autor deste estudo realizou uma incursão etnográfica na boate estudada, como pesquisador e como frequentador, conversou, ouviu, viu, entrevistou.  Com sua investigação mostrou as paisagens de um espaço singular, que se iniciou em festas que se deslocavam pela cidade, realizando-se em lugares diversos, em errâncias que levavam a encontros de quem buscava diferenciações e identificações.
Dentro da boate, diferentes ambientes formam microterritótios e fazem emergir uma  “natureza reguladora que se encontra diluída no interior da boate, objetivada em espaços da boate bem como nos espelhos que personificam ali o olho panóptico”, como  afirma Mário Fellipe.  Mas, os frequentadores não se resumem apenas aos “meetidos” que encarnam a identidade da boate, outros gays  não tão discretos e não tão “meetidos” ocupam esse território estabelecendo diversidade e estranhamento  que “dá passagem a outras performances”, sussurra o autor.
O corpo é a encarnação dos sujeitos e este se faz de trejeitos e de vestimentas, cobrindo-se de signos que vão compor a aparência dos “meetidos”, elegantemente bem comportados e referenciados num modelo dominante de masculinidade. O olhar então se torna um mecanismo regulador, disciplinador, voyeurismo de si e dos outros, que os espelhos espalhados em várias paredes projetam seus reflexos cruzados. Corpo e moda estão presentes na performatividade de uma identidade, não apenas como modeladores de imagem, mas como agenciadores de diversidades identitárias, pois não há fixidez na produção de si.
Com essas questões, o texto nos faz convergir para a existência de negociações entre uma identidade predominante e outras identidades, ou multidentidades singulares que se fazem ali presentes entre fronteiras e estranhamentos, incitando plasticidades que nos mostram que desfazer corpos é refazer corpos, desconstruir identidades é inventar identidades, territorializar é reterritorializar...
Convido todos e todas a irem com Mário Fellipe a uma noite na boate e, através de seus olhares, sensibilidades e reflexões, a presenciarem uma boate na cidade de Fortaleza, “como um território em que emergem dinâmicas e jogos simbólicos que tem nos movimentos do próprio território, dos corpos e das identidades que ali se agenciam um de seus meios de produção e manutenção de uma determinada identidade gay”, como o pesquisador nos revela.

 Maria Dolores de Brito Mota



quarta-feira, 10 de junho de 2015

HOMOFOBIA

«HOMOSSEXUALIDADE É APENAS UM OUTRO TIPO DE AMOR, E AMOR É A ÚNICA MANEIRA DE TER FELICIDADE!»

Homofobia – Você sabe o que é? Como identificar? Como Denunciar? Você sabia? Homofobia deve ser tratada como doença e também pode revelar homossexualidade? Confira isso e muito mais no blog Ser ¡Voz!: HOMOFOBIA final desta matéria.

 “Não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população, que é alvo do preconceito e vítima da violação sistemática de seus direitos fundamentais, tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a cultura, entre outros”, afirma, em nota, a entidade da Igreja Católica.

Na véspera da Parada, Igreja Católica lança nota em apoio à comunidade gay
 “Nós achamos que esse era o momento correto de colocar essa nota em circulação. Nós da Igreja estamos engajados na defesa dos direitos humanos e não compactuamos com nenhuma violação, independentemente da cor e da orientação sexual das pessoas”
_link com matéria completa no final deste post

A homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. É difícil acreditar que em pleno século XXI e tantos avanços, ainda exista tanta intolerância diante da identidade sexual das pessoas.
Ela está presente em nossas casas, nas nossas famílias, no trabalho, na escola. Ela está presente em todos os lugares, muitas vezes mascarada. Mas em sua maioria, de forma explicita, levando aos mais elevados níveis de violência.
Podemos entender a homofobia como uma forma de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseando-se numa heterossexualidade como padrão ou norma, ocasionando assim o preconceito, os conflitos e a não aceitação do individuo na sociedade.
Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da perda desse padrão pré-estabelecido, baseado em crenças e opiniões equivocadas. A equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, de certa maneira, acabaria com a hierarquia sexual estabelecida por uma parcela.
Assim, como resultado, vê-se a violência. A homofobia aparece em muitas formas e graus de expressão e não tendo alvo certo. E como toda violência, torna-se descontrolada e, incontrolável, atinge qualquer um, em qualquer lugar e sob qualquer circunstância.
E ela se torna um monstro de muitas faces e cruel. Age como uma criatura implacável, de muitos braços, muitas pernas e muitas cabeças – fazendo suas vítimas.
É preciso respeitar. Porque homofobia não se justifica. Homofobia se combate e se destrói. Somos todos iguais
_Fonte: Sintaf/CE

A CADA HORA, UM HOMOSSEXUAL SOFRE VIOLÊNCIA NO BRASIL

Os dados mostram ainda que de cada quatro casos de homofobia registrados, três são com homens gays
A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR) obtidos pelo jornal Estado de S. Paulo. As denúncias de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais aumentaram de 1.159, em 2011, para 6,5 mil casos até outubro deste ano. Isso representa um aumento de 460%.
 Os dados ainda mostram que os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia, três são com homens gays. Cerca de 76% dos casos são de preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição e aproximadamente 26% deles acontecem em grandes cidades.
 A SDHPR considera positivo o crescimento nos registros de homofobia, já que essa é a primeira ação para combater essa prática.
 "Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências", afirmou Samanda Freitas, coordenadora da área LGBT.
Dois casos de homofobia ocorridos em São Paulo chamaram atenção nos últimos dias. No último dia 9, dois namorados foram agredidos por 15 homens e um vagão de metrô. No domingo, 16, um jovem foi assassinado a facadas em frente ao Parque do Ibirapuera.
 Segundo o jornal Estado de São Paulo, o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia, está com o texto bloqueado há oito anos. A expectativa é que a pauta retorne ao Senado Nacional no ano que vem.

_Redação O POVO Online
Extraído de um livro infantil alemão, quadrinho que se revela uma delicada (e verdadeira) aula sobre amor, humanidade e consciência em quadrinho.

Confira isso e muito mais no blog Ser ¡Voz!: HOMOFOBIA ou no link → http://t.co/A8cgpMMZ4n


MEETIDOS - Livro aborda Performances e Identidades Homossexuais de Gays e Lésbicas no Blog do Fórum de Mulheres no Fisco - FMFi →  http://t.co/4y0AH7Z2sx

NA VÉSPERA DA PARADA, IGREJA CATÓLICA LANÇA NOTA EM APOIO À COMUNIDADE GAY
no link → http://www.superpride.com.br/2014/05/na-vespera-da-parada-igreja-catolica-lanca-nota-em-apoio-a-comunidade-gay.html

quarta-feira, 4 de março de 2015

Mulheres no Fisco do Março Lilás

Março Lilás: mês inteiro para impulsionar o fisco das políticas de atenção à Mulher
Movimento Março Lilás Lançado em 2010, em Fortaleza, foi idealizado a partir do sonho de um grupo de mulheres militantes dos movimentos sociais, tendo à frente, Valéria Mendonça, hoje, também Membro do Fórum de Mulheres no Fisco. É um Movimento suprapartidário que desenvolve ações e atividades na perspectiva de gerar melhorias reais na vida das mulheres, baseado em 17 frentes de luta elencadas em sintonia com outros movimentos, projetos e, sobretudo, alinhadas ao que preconiza a ONU Mulheres e a Secretaria Nacional de Políticas Públicas para Mulheres.Março Lilás trás  um mês de atividades para mulheres de todas as idades, classe social, raça/etnia, orientação sexual ou escolaridade. A expectativa das organizadoras é de envolver toda a sociedade, durante todo o mês, em toda programação que vai até 31 de março.Segundo a coordenadora, Valéria Mendonça, o principal benefício do movimento é impulsionar as políticas públicas para mulheres nas atuais frentes de atuação. De acordo com ela, o movimento já está consolidado no âmbito municipal, estadual e agora, também, no âmbito nacional por meio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e internacionalmente através da ONU mulheres.Em 2012, o Instituto Maria da Penha (IMP) passou a integrar o Movimento Março Lilás como entidade realizadora, parceiro de importantes movimentos sociais de mulheres, tem na figura de sua idealizadora Maria da Penha, o maior exemplo de luta e superação.“Esperamos que nesta edição, agora integrando a Coordenação no FMFi – Fórum de Mulheres no Fisco,  nos tornemos um movimento cada vez mais abrangente e comprometido com a melhoria de vida das mulheres em todos os aspectos”, diz Valéria. A intenção, informa, é que as mulheres percebam no movimento  e nesta campanha uma ferramenta que as ajude a conquistar autonomia e adequar-se à nova ordem mundial.Uma das frentes mais importantes do Março Lilás é a Integração dos movimentos sociais de mulheres, como agora nesta atuação com o Fórum de Mulheres no Fisco, o FMFi. O Março Lilás busca a inclusão social para que as mulheres tenham a possibilidade de ser incluídas no mundo do trabalho, com direito à Saúde, Segurança, Qualidade de Vida e Dignidade Humana. Fórum de Mulheres no FiscoSurgido, a princípio, como um Grupo de Mobilização nas Redes Sociais em março de 2012, o Fórum de Mulheres no Fisco – FMFi (leia-se: “femefi”) foi lançado oficialmente em 31 de outubro de 2013*, em Fortaleza-CE, com o objetivo maior na busca da equidade entre mulheres e homens, bem como com a proposta de promover a reflexão sobre a mulher no trabalho, na política, nos esportes, na cultura e nas artes, nos projetos sociais, além da preocupação com a saúde, a visão holística, os direitos, a qualidade de vida e sua interação com o meio ambiente. “Após seu lançamento, percebemos que temos a urgente necessidade em efetivar ações para, na prática, compreender o seu valor.” De acordo com Gláucia Lima, uma das idealizadoras do Fórum de Mulheres no Fisco, o FMFi tem dado mostras de suas capacidades, apresentando inclusive seu papel internacionalmente.  Assim, ressalta, “compreendemos que, uma vez integrado ao Movimento Março Lilás, esta necessidade de dar vasão a tantas ações, conforme se nos apresentou o Outubro Rosa**, o façamos agora, em parceria com importante movimento social para mulheres. Assim, atuando em conjunto e/ou parceria com outros movimentos e entidades de mesmo matiz, ajuda-nos a viabilizar possibilidades, minimamente que seja, de desenvolver seu potencial. E, em acordo com suas matrizes de ações, preocupadas e atentas às mulheres e minorias, atuar em condições seguras, priorizando a saúde e a não violência à Mulher”, afirmou.Para Gláucia, uma das coordenadoras do Fórum de Mulheres no Fisco, o FMFi, que constitui um movimento com autonomia, deve cuidar sempre em preservar seus ideais na sociedade, visando estimular, esta mesma sociedade, a compreender o valor intrínseco da mulher como ator social e agente político, igualmente capacitada para contribuir na construção de uma nova sociedade.“Acreditamos que juntando estas forças conseguiremos, resultante de uma luta conjunta, os objetivos sonhados”, concluiu.O Fórum de Mulheres no fisco é aberto à participação de todas e todos, homens e mulheres que buscam a equidade, constituindo um espaço de organização, mobilização, discussão, deliberação e articulação político-social através de uma ação conjunta. Temas universais tais como os preconceitos em todas as suas manifestações (cor, gênero, credo, nacionalidade, naturalidade, socioeconômico),bullying, assédio moral, dentre outros, também são tratados pelo Fórum. Fórum de Mulheres no Fisco, no fisco da vida, no fisco da sustentabilidade, no fisco das artes e da cultura, dos seres no planeta, no fisco dos direitos da cidadania, no fisco da educação, da saúde e da segurança, no fisco dos tributos e sua aplicação e, no fisco das políticas de atenção à Mulher.



 _ Informações: Movimento Março Lilás/MML – Valéria Mendonça Fórum de Mulheres no Fisco/FMFi – Gláucia Lima

 Mulheres no Fisco do Março Lilás  http://t.co/2zxIwRvn1c Ser ¡Voz!

Fonte: Mulheres no Fisco do Março Lilás - Ser ¡Voz!




domingo, 15 de fevereiro de 2015

O Nosso Último Adeus a Tonny Ítalo

Nós, que formamos o Fórum de Mulheres no Fisco – FMFi, estamos de luto pelo falecimento do jovem inspetor da Policia Civil, Tonny Ítalo Lima Pinheiro, quarta-feira, 28 de janeiro, vítima da violência que ele combatia. Tonny Ítalo tinha 28 anos e é filho da servidora fazendária e coordenadora do FMFi, Gláucia Lima. Não estava portando arma, pois não a usava fora do trabalho. Cinco suspeitos foram identificados e presos.
Tonny Ítalo era um jovem com uma carreira reta e brilhante: era mestrando em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Professor Universitário e estava lotado no 34º Distrito Policial (DP). Em 2012, foi aluno da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP, onde concluiu o Curso de Formação Profissional para o Cargo de Inspetor de 1ª Classe da Polícia Civil do Estado do Ceará (CFPPCCE). Em 2013, retornou para a AESP como docente do Curso de Formação Profissional para Carreira de Praças da Polícia Militar (CFPCP/PM), ministrando aulas de Direito. Além disso, foi Tutor de Ensino a Distância nos Cursos de aperfeiçoamento para Inspetor e Escrivão de Classe Especial e, como a mãe, também escritor.
O empenho dos colegas de Tonny Ítalo, inclusive dos delegados, em fazer a justiça ser cumprida conforta, mas não ameniza a enorme dor dos familiares, em especial da sua mãe que a descreveu como “imensa e dilacerante”.
No velório, centenas de companheiros de corporação, colegas de colégio, de faculdade, de trabalho, amigos e parentes foram dar o último adeus ao Tonny Ítalo e comprovar o que a Gláucia já dizia, mas que para nós, suas companheiras do FMFi, tinha um quê de curujice de mãe: “o Tonny Ítalo é muito especial”. Em seguida, sempre vinha uma lembrança da infância do seu primogênito.
Não por mera formalidade, mas como último gesto de carinho, de agradecimento, a maioria chegou ao velório ainda pela manhã e ficou até as estrelas aparecerem e se firmarem no céu, por volta das 19 horas. Todos queriam continuar perto dele. A comoção foi geral.
Até o governador Camilo Santana e o secretário de Segurança foram confortar a família e mostrar, não só para os próximos de Tonny Ítalo, mas para toda a família de policiais civis, irmanada na dor, que se importavam. E lá ouviram da Gláucia que, apesar do momento, conseguiu expressar a dor de todas as mães que perdem seus filhos por causa da violência, conseguindo também, em um momento extremo chamar a atenção para a violência que vitima nosso jovens e criticou a falência da nossa segurança . também ouviu de um policial que salário não era tudo, o que todos queriam era trabalhar com o mínimo de segurança possível. “Ele era novo demais, governador”,
A capela ficou pequena para tanta gente. Passando próximo dos grupos que se formavam, podia-se entender melhor o que a perda do companheiro representou para aqueles jovens policiais. “Tá vendo essa multidão? Não é fachada. Todo mundo tá a fim de estar aqui porque o cara era muito gente boa!”, disse um policial civil de vinte e poucos anos. Ao me aproximar de duas moças que conversavam das duas ouvi: “Ele era o mais gato e mais legal da nossa turma” (do último concurso para polícia civil).
O tom solene foi quebrado quando a Gláucia surpreendeu a todos pedindo para que os amigos do filho usassem o violão que haviam levado para homenageá-lo com música. “Meu filho era alegre demais para ser lembrado com tristeza”, disse ao mesmo tempo em que acendia dois charutos cubanos que, segundo ela, estavam guardados para comemorar a aprovação dele nos próximos dias com a divulgação do resultado do concurso para delegado, ele estava confiante .
Seguiu-se então o repertório das músicas,: Amigo, de Roberto Carlos foi a escolhida pelos amigos para homenageá-lo, Metamorfose Ambulante, do Raul Seixas , uma de suas preferidas e outras que eram lembradas aleatoriamente pelos amigos. E os cubanos foram passando de mão em mão como um verdadeiro cachimbo da paz. No final, aplausos para alguém que não passou por essa vida a toa e que certamente cumpriu muito bem a sua missão antes de retornar à casa do pai.
O  lema de Tonny Ítalo era: “sempre em frente, não temos tempo a perder”, parecia intuir que sua estadia entre nós seria rápida e que havia muito a fazer e o fez da melhor forma que pode, foi uma excelente forma. Deixou uma legião de amigos saudosos.
#SomostodosTonnyÍtalo

Link para diário de homenagens, carinho, agradecimento, solidariedade...

Tonny Ítalo Lima Pinheiro - Amor eterno, saudade infinda.

 Tonny Ítalo Lima Pinheiro - Amor eterno; saudade infinda - diário de homenagens, carinho, agradecimento, solidariedade... http://t.co/djZ1perOtV Ser ¡Voz!

“Sempre em frente. Não temos tempo a perder...”

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PLANO DE AÇÃO 2015

Planejamento Estratégico traça ações do FMFi para 2015
Na quinta-feira, 15 de janeiro, o Fórum de Mulheres no Fisco (FMFi, leia-se Femefi) realizou, no auditório da Fundação Sintaf, seu Planejamento Estratégico para 2015. Ações e desafios que se quer por em prática no ano que inicia foram planejados com a assessoria do filósofo Cícero Cavalcante, membro do Conselho Consultivo, como facilitador. 
Em sete horas de trabalhos com intervalo apenas para o almoço, Cícero ajudou as coordenadoras a definir as prioridades do Fórum para os próximos 12 meses e dividiu de forma sistemática as ações pensadas. Tarefas foram dadas às integrantes de acordo com as afinidades e formações de cada uma, o que torna a viabilidade das ações mais próxima da realidade.
“Numa primeira avaliação em relação ao planejamento estratégico do ano passado, revelou-se um rápido amadurecimento e a conquista de objetivos atingidos”, ponderou a coordenadora Gláucia Lima. De acordo com ela, no primeiro ano, as ações superaram os desafios, o que demonstrou um empenho com o ideal do Fórum. “Acreditamos que ao contar com o apoio das entidades mantenedoras e apoiadoras, conseguimos atingir os objetivos resultados de uma luta conjunta”, avaliou.
O FMFi segue seu objetivo maior na busca por equidade. Bem como a proposta de promover reflexão, ação e formação permanente sobre a mulher no trabalho, na política, nos projetos sociais, além da preocupação com a saúde, com a qualidade de vida e o combate constante à violência direcionada a ela. “Acreditamos firmemente que o Fórum se fixa, cada vez mais, com respaldo e respeitabilidade pelo comprometimento de seus membros com seus ideais sonhados”, avaliou a coordenadora.

Participaram dessa atividade, as coordenadoras: Alexandrina Mota, Ana Maria Ferreira, Gláucia Lima, Marlene Oliveira, Maria De Lourdes Montenegro de Miranda, Valéria Mendonça, Zenilse Rebouças e a assessora de imprensa Silvia Carla Araújo. Como representante do Conselho Consultivo, além do facilitador, Cícero Cavalcante, a atividade contou com a participação da presidente da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), uma das entidades mantenedoras, Rita Josina.

domingo, 28 de dezembro de 2014

UNILAB, QUE TEVE A PRIMEIRA REITORA NEGRA NO BRASIL, PODERÁ TER TAMBÉM A PRIMEIRA REITORA TRAVESTI

Nova ministra da Igualdade Racial foi a primeira reitora negra de uma federal
Nilma Lino Gomes
Foto: Júnior Panela/Divulgação/UNILAB
Nilma Lino Gomes é a atual reitora da Unilab.
Ela é pedagoga formada pela UFMG e não tem vínculo com partidos.
Nomeada pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes foi a primeira mulher negra a assumir a reitoria de uma universidade federal no país. Em abril de 2013, Nilma foi empossada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com sede em Redenção (CE).
A futura ministra não é filiada a nenhum partido. Nilma é pedagoga, graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também fez o mestrado em educação. Ela tem doutorado em ciências sociais pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado, em sociologia, pela Universidade de Coimbra (Portugal).
Entre 2004 e 2006, presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e desde 2010 integrou a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participou da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros. (G1- 23 de dezembro de 2014)

Unilab pode ter a primeira Reitora travesti do Brasil

Professora Luma Nogueira de Andrade,
homenageada no Encontro Regional
LGBT de Russas-CE
A Unilab, Universidade Federal de Integração da Lusofonia Afro-Brasileira, teve a primeira reitora negra de uma universidade federal no país, Nilma Lino Gomes, recentemente afastada para assumir o a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Agora, os estudantes da universidade se organizam e pedem ” Queremos Luma Lá”.
Luma Nogueira de Andrade, Doutora em Educação pela UFC- Universidade Federal do Ceará, mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente, é a primeira doutora travesti do Brasil e também a primeira professora universitária travesti. Luma vem dos movimentos sociais, compreende as demandas por diversidade, cada dia mais necessária de serem compreendidas pelas Unilab, uma universidade que reúne brasileiros e luso-africanos.
Luma é também especialista em Gestão, tendo larga experiência neste campo. Não há, do ponto de vista técnico e de sua formação nenhum impeditivo para que ocupe a função.
O recém indicado  Ministro da Educação, Cid Gomes, é quem escolherá o novo reitor ou nova reitora da Universidade. Esperamos que ele compreenda as demandas dos estudantes e atenda a este pedido coletivo. Segundo Kaio Lemos, aluno do Bacharelado em Ciências Humanas da Unilab, ter a primeira reitora travesti é o caminho lógico da universidade que vem demonstrando pioneirismo no sentido de empoderar minorias historicamente marginalizadas.
Professora Luma com formando da primeira turma do
Bacharelado em Humanidades da Unilab
Luma é uma reconhecida intelectual pela comunidade acadêmica, além de ser aberta ao diálogo e a construção coletiva de uma educação interdisciplinar e para a diversidade.
A eleição ou escolha de Luma Nogueira de Andrade para a reitoria da Unilab representa um imenso avanço no empoderamento e visibilidade trans. Por isso, como trans não binária que sou, peço e vocês, façamos Cid Gomes saber que a Unilab quer Luma!

Os alunos prometem protestos e prometem organizar arduamente para que a professora Luma seja a nova Reitora da Unilab.(by Fernando Vieira •  – merepresenta.net)